Koss Porta Pro Wireless: um clássico agora sem fio ☆☆☆☆

Crédito: Koss

Meu primeiro fone de alta qualidade foi um Koss Pro/4XAAA, adquirido em 1985 junto com um Sony Discman D50 durante uma viagem aos EUA. Na época, a Koss era sinônimo de fones de ouvido e provavelmente a número um no mundo.

Visitei a Koss em 2003 e não só fui muito bem recebido pelo fundador John e o seu filho Michael como saí de lá com vários fones na mão! Michael Koss Jr., membro da terceira geração da família que controla a empresa, nos concedeu uma interessante entrevista, que pode ser vista aqui.

O fone over-ear Koss Porta Pro foi lançado em 1984 e se tornou um clássico, tendo inclusive sido adotado por músicos profissionais de diversos estilos na monitoração de palco. Foi o primeiro fone de renome internacional a ter um um modelo “genérico” fabricado até hoje no Brasil.

Todo mundo que já experimentou o Koss Porta Pro teve o seu momento “PQP, como falam os graves nestes fones pequenos!” PQP mesmo!

1,2,3 Testando

O Koss Porta Pro é leve, quase imperceptível, e sua pressão sobre a cabeça é a mínima necessária para manter o fone estável, podendo inclusive ser ajustada por dois controles nas laterais. Essa leveza, porém, exige atenção especial no manuseio: já deixei um cair no chão por acidente e rompi justamente a junta pivotante do falante com a tiara, o que inutilizou o fone…

Sua tiara circular deslizante permite dobrar o fone como um micro robô Transformer, para ser armazenado em um pequeno estojo protetor, uma grande sacada de design industrial.

Seguindo a tendência de incorporar a tecnologia sem fio a modelos clássicos, o Porta Pro Wireless substitui o cabo de áudio do modelo original por uma “gargantilha”, composta de bateria recarregável e controle de reprodução e atendimento de chamadas, com microfone integrado. Seu efeito sobre o peso do conjunto é desprezível. O pareamento é simples, através do botão de reprodução, sinalizado por um led azul intermitente.

Avaliação

Conforto: ☆☆☆☆☆

Fone ultraleve e confortável, dá até para esquecer que está sendo usado. Possui espumas em material ortofônico de alta qualidade.

Dinâmica: ☆☆☆☆

Se comportou muito bem com Jimi e Miles, porém apanhou um pouco ao reproduzir  a grandiosidade de Wagner.

Equilíbrio tonal: ☆☆☆☆

Graves fortes para um fone das suas dimensões, médios equilibrados e agudos confortáveis.

Palco Sonoro: ☆☆☆

Reproduziu satisfatoriamente os arquivos do disco de teste.

Isolamento: ☆☆☆

Baixo, em função de sua ergonomia. Algo importante no uso seguro em ambientes urbanos movimentados.

Construção: ☆☆☆☆

Produto muito bem construído em aço e plástico, porém requer atenção especial no manuseio.

Veredito

O Koss Porta Pro Wireless faz jus ao seu antecessor com fio e continua desafiando convenções devido ao seu tamanho e sonoridade. É uma opção excelente para uso no dia a dia com música e comunicações telefônicas, tanto por audiófilos quanto por músicos profissionais.

Seu microfone captou minha voz com claridade e inteligibilidade. Tal como outros fones fabricados em países mais frios, poderia vir com uma espuma opcional para uso nos trópicos e mais resistente ao suor, tornando o fone apto para práticas esportivas.

Todo entusiasta por fones de ouvido deveria ter pelo menos um para experimentar. Vira e mexe eu compro um Porta Pro e acabo perdendo ou dando de presente para os amigos.

Dados técnicos
  • Peso: não informado
  • Resposta de frequência: 15Hz a 25kHz
  • Codec: Bluetooth 4.1 com aptX
  • Duração da bateria:12 horas
 Testado com:
  • Celular Samsung Galaxy S9+
  • iPhone XR
  • MacBook Pro com interface Apogee Groove
  • Black Sabbath, The End: Live in Birminghan, 16/44,1
  • Donald Fagen, The Nightfly, 24/48
  • Glenn Gould, 50 Masterworks, 24/44,1
  • Jimi Hendrix, Electric Ladyland, 16/44,1
  • Lula Cortês e Zé Ramalho, Paêbirú, 16/44,1
  • Miles Davis, Bitches Brew, 24/96
  • Richard Wagner, Das Rheingold, Orquestra da Ópera de Viena, 24/96
  • Vários Artistas, You´re Surrounded, 24/192
  • Vários Artistas, The Ultimate Headphone Demonstration Disc, 24/192

Publicado por Alexandre Algranti

Estudou engenharia, marketing e finanças mas quer mesmo ser jornalista. Continua na busca do fone de ouvido perfeito mas espera jamais encontrar.

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