Alto falante eletroestático

O alto falante eletroestático está baseado nos fenômenos de atração e repulsão entre superfícies carregadas eletroestaticamente.

Nesse arranjo, uma superfície interna composta de um filme muito fino de plástico da ordem de 2 mícrons carregado eletroestaticamente, denominado diafragma, está “sanduichado” entre duas superfícies externas paralelas.

Desenho do falante eletroestático com o diafragma sanduichado entre as duas superfícies paralelas – Crédito: Stax Audio

O sinal elétrico de áudio que se propaga nas superfícies externas gera um campo elétrico variável que atrai e repele a superfície interna que por sua vez faz vibrar as moléculas de ar.

A fonte de energia do fone de ouvido eletroestático é uma fonte de alimentação AC/DC com tensões de saída entre 400 e 1000 V DC.

O fone de ouvido com alto falante eletroestático é geralmente mais delicado e encontrado nas faixas superiores de preço. Pelo fato do diafragma ser extremamente leve, apresenta resposta a transientes superior às demais tecnologias.

Animação dos fenômenos de atração e repulsão entre superfícies carregadas eletroestaticamente – Crédiito: Stax Audio

Alto falante planar magnético

Crédito: Cysne Sound Engineering

O alto falante planar magnético está baseado nos fenômenos de atração e repulsão entre os polos dos imãs e sua interação com os campos magnéticos gerados por correntes elétricas.

Nesse arranjo, uma superfície interna composta de um filme muito fino de plástico e uma fita metálica traçando um formato de serpentina colada chamada diafragma está “sanduichada” entre duas superfícies externas paralelas que contêm arranjos de imãs muito fortes.

O sinal elétrico de áudio conduzido pela fita gera um campo magnético variável que atrai e repele o conjunto diafragma + fita e faz vibrar as moléculas de ar. Similar ao alto falante eletrodinâmico, o planar-magnético tem sua fonte de energia em seu próprio imã permanente.

O fone de ouvido com transdutor planar-magnético teve um ressurgimento recente e alia a robustez do fone eletrodinâmico à reposta de transientes do fone eletrostático, porem é sensivelmente mais pesado e está restrito às faixas de preço mais alta.

Alto falante eletrodinâmico

Os fones de ouvido estão na vanguarda das ciências ergonômicas, cognitivas, fisiológicas e de materiais, que aplicadas em conjunto visam criar uma ilusão realistica na reprodução sonora.

Mas o fone de ouvido não teria aplicações além da proteção auricular ou mesmo como um acessório de moda se não fosse pela invenção do microfone, a sua imagem especular.

Enquanto o microfone transforma a energia acústica gerada por uma fonte sonora em energia elétrica – a gênese do áudio propriamente dito – os fones de ouvido transformam essa mesma energia elétrica em energia acústica.

Em ambos os casos, tal transformação deve ser a mais eficiente e a mais eficaz possível, gerando o máximo de sinal elétrico ou acústico possível a partir de um mínimo de energia e preservando as relações de amplitude e tempo entre as diversas frequências que compõem os sons originais.

O alto falante eletrodinâmico está baseado nos fenômenos de atração e repulsão entre os polos dos imãs e sua interação com os campos magnéticos gerados por correntes elétricas.

Nesse arranjo, um imã permanente é envolto por uma bobina, que por sua vez está colada a um filme muito fino de plástico chamado diafragma.

O sinal elétrico de áudio conduzido pela bobina gera um campo magnético variável que atrai e repele o conjunto bobina + diafragma que por sua vez faz vibrar as moléculas de ar.

O vídeo abaixo é sensacional e se encontra no site não menos animagraffs.com.

Crédito: animagraffs.com